segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Acho que posso voltar a escrever no meu blog.


Estou aqui apenas pra tirar o peso das minhas costas, poder libertar as lágrimas aprisionadas nos meus olhos e usar das minhas lembranças.
Dói não saber a verdade, mas será que doeria mais se soubéssemos?
É difícil dizer, com essa vida cheia de incertezas que levamos, o que é a verdade. E também é complicado entender o conceito de bom e ruim. A dor passa a ser apenas questão de se acostumar.
O que acontece se não nos acostumarmos nunca? Nunca é muito tempo. No fim acho que todos se acostumam, de um jeito ou de outro, a ter aquela pontada. Por mais que doa, e incomode, pode-se se acostumar.
Depois de um tempo você se cansa de reclamar e apenas aceita sofrer.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Não consigo mais escrever nesse blog.
Voltarei assim que possível.

sábado, 14 de agosto de 2010


Uma enorme tristeza veio em minha direção e me atingiu como uma forte ventania me impedindo de continuar minha caminhada e até me faz voltar alguns passos.
Aquele cheiro, que eu tinha todo dia, faz falta, era um cheiro de segurança, um cheiro morno de amor. E agora, que a ventania o levou embora, estou despida de qualquer coisa que me deixe confortável, as cadeiras parecem ter espinhos e a minha cama parece ser de gelo.
Por mais que eu acorde de manhãzinha e tente sorrir para tudo e para todos, vê-se nos meus olhos que é tudo forçado, que a cada sorriso eu quero derrubar oceanos de lágrimas e que a cada palavra dita a minha vontade seria soluçar. Eu tento sim, me forçar a ser feliz sem você.. mas simplesmente não consigo.
Não consigo te ver todos os dias e não querer te abraçar e falar o quanto eu ainda te amo.
Ontem eu sorri, fiz piadas, conversei e quando chegou a noite palavras duras me reprimiram e me disseram "Todos viram, hoje, que você não estava feliz, tudo bem você fingir pra ele, ninguém precisa te ver chorando 24 horas por dia, mas aqui somos seus amigos, você pode chorar e ser o que você é."
O problema é que eu não sou eu sem você, e me corta o coração, porque eu realmente gostava de mim mesma.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eu chorei sim, mesmo vendo você rindo com seus amigos normalmente.
Não sei como você consegue ser tão insensível, acho que o coração de pedra, afinal, não era eu.
Eu sofri sim, batalhei comigo mesma na minha cabeça tentando entender até onde era felicidade e até onde seria tristeza.
Todos os momentos e tudo o que passamos junto vão ficam em mim pra sempre, porque eu gostei mais de você do que eu queria.
Eu dei de ombros sim, precisava mostrar-me forte em algum momento, mesmo que eu desabasse minutos depois.
Me manti firme olhando nos seus olhos, que nada me mostravam além de escuridão, e, mesmo querendo chorar, nessa hora, não chorei.
Eu amei sim, não importa tudo o que houve, e todos os erros de nós dois, é impossivel dizer que eu não te amei.
Te amei cada segundo mais.

sábado, 24 de julho de 2010

"Não sei como explicar, mas certamente que tu e toda a gente têm a noção de que existe, ou deveria existir, um outro eu para além de nós próprios. Para que serviria eu ter sido criada se apenas me resumisse a isso?Os meus grandes desgostos nesse mundo foram os desgostos de Heathcliff, e eu acompanhei e senti cada um deles desde o início; é ele que me mantém viva. Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria para mim uma vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer. O meu amor pelo Linton é como a folhagem dos bosques: irá se transformar com o tempo, sei disso, como as árvores se transformam com o inverno. Mas meu amor por Heathcliff é como as penedias que nos sustentam: podem não ser um deleite para os olhos, mas são imprescindíveis. Nelly, eu sou o Heathcliff. Ele está sempre, sempre, no meu pensamento. Não por prazer, tal como eu não sou um prazer para mim própria, mas como parte de mim, como eu própria."
( O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë; página 47)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sorriso de porcelana

Vem a menina sorridente e simpática que conversa com todos e mesmo com seus momentos infelizes, está alegrando os outros com seus abraços e piadas. Ela passa por mim com seus passos rápidos que colorem por segundos o ambiente.
Foi só quando peguei sua alma no colo, de dentro da banheira de sangue, congelada e de pulsos machucados, que vi a menina verdadeira. Os sorrisos, piadas e abraços vinham de alguém que ela criara, alguém que almejava ser e em seu rosto só havia a miséria de amor.
O céu estava chorando, com cor de dor e, ao mesmo tempo, de esperança. Esperança de que agora ela pudesse sorrir sem querer chorar. Esperança de que ela não tivesse mais que fingir felicidades.

- Texto inspirado por Sarah Munhoz -

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O presente vermelho.


Ele veio a mim com uma faca em sua mão esquerda, fez um corte vertical em seu peito e de lá tirou seu coração. Esticou-o em minha direção. O sangue pingava por entre os dedos, e o músculo ainda lutava, contraindo e relaxando-se.

"O que é isso?", eu disse sem entender e ele me explicou: "Estou te dando o meu coração, a partir de agora, serei o que chamam de 'sem coração', não terei mais sentimentos, até porque não faz sentido."

Eu pensei por um segundo olhando para a poça vermelha que se formava entre nós e perguntei o que não fazia sentido, foi então que ele me respondeu apenas com as palavras. Haviam lágrimas em sua alma, e eu podia sentir o gosto salgado delas quando ele resolveu falar. "Não faz sentido ter um coração em meu peito, se ele bate apenas por você. Decidi entregá-lo à verdadeira dona."
Eu estiquei minha mão, segurei todos os sentimentos, todas as lembranças e toda a vida do rapaz. Ele apenas começou a andar, vazio e sem rumo.

domingo, 23 de maio de 2010

Cheire.

Passos ritmados, mãos balançando, corre-corre, olha no relógio e aumenta a velocidade. Anda, passa, olha para o jornal, termina de ler, não pare de andar! Nunca pare de se mover. Anda corre, trabalha, corre.
Impressionante como não há tempo para sentir a brisa, não se consegue olhar as cores, não se pode cheirar os momentos. Sim! Cheirar os momentos. Vê que não se pode mais?
As pessoas não se lembram do cheiro do seio da mãe, ou do cheiro do seu quarto de bebê. O cheiro dos primeiros passos e do primeiro natal.
As vezes se lembram do cheiro da lasanha da avó, ou do cheiro daquele bolinho de chuva da sua infância, mas nunca da aula de karatê ou da primeira aula de ballet.
Passa um perfume ao seu lado. "Conheço esse cheiro de algum lugar", você pode pensar, mas não se lembrará que era o mesmo perfume do seu amor.
Você prestou atenção no cheiro da rua quando saiu hoje de manhã? Ou do cheiro da ultima chuva que molhou o seu corpo? Se lembra do cheiro da sala de aula ou do escritório que você fica todos os dias? Se lembra do cheiro da primeira vez que pisou em um palco?
Use seu cérebro e seu olfato, sinta o feliz cheiro do amanhecer, o sonhador cheiro do travesseiro, o brilhante cheiro da noite, o esperançoso cheiro da chuva, o doce cheiro da neve e o nostálgico perfume daquela pessoa.
Sinta os odores que te cercam não só com o nariz, mas com a pele. Absorva o cheiro e transforme-o em um sentimento, se funda a ele e viaje pela leve brisa dos tempos.

domingo, 16 de maio de 2010

Sarah Munhoz


As pessoas erram, é obvio... Você nasce sabendo disso. Mas ser normal não pode ser desculpa para tirar de você as consequencias do que fez.

Desde pequeno você é obrigado a pedir desculpas, e quando você cresce e erra de verdade, simples desculpas não parecem suficientes. Elas se tornam apenas palavras jogadas ao vento.

E como fazer pra se redmir? Como fazer pra mostrar seu arrependimento e ganhar de volta o abraço caloroso, os sorrisos e os conselhos perdidos por um erro?

Um erro gigante, que foi capaz de congelar a amizade mais profunda, não pode ser desfeito assim, em um passe de mágica. E também somos apenas humanos e não podemos concertar tudo o que quebramos durante nossa caminhada.

O que nos resta é lembrar dos momentos bons, das risadas e das saídas, das manhãs e das noites, dos filmes e das músicas, dos abraços e dos conselhos. Cada momento passado foi único, todos os sorrisos e todas as lágrimas foram, acima de tudo, verdadeiras e é impossivel desfazer a felicidade que ficou marcada no coração e na memória de cada um.

Quem sabe relembrar traga a vontade de fazer tudo de novo, esquecer as mancadas e concertar os erros. Na esperança de ter de volta o conselheiro, o acompanhante, o amigo verdadeiro.

Se relembrar não trouxer essa vontade, ou se ela não for suficiente para se colocar em risco de viver a amizade novamente, pelo menos tem-se uma história pra contar e as lembranças a vagar na sua mente por todas as noites da sua vida.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Seu cheiro me instiga, me dá uma vontade louca de nunca mais te soltar. É novo pra mim, tudo isso que está acontecendo, não sei se estou reagindo bem. Aliás, nem consigo reagir direito.
Você me instiga e me faz agir pelos meus instintos, não me dá tempo para pensar direito.
E é quando eu volto pra casa que bate a saudade e eu começo a pensar chegando à conclusão de que nada mais importa.
Quero você comigo 24 horas.
Quero poder olhar ao meu lado e te ver sorrindo, quero sentir o seu calor e o seu perfume.

formspring.me

Ask :) http://formspring.me/alinerossi

Você acredita na revolução?

Em uma bem organizada e com um propósito inteligente? com certeza

Ask :)

sábado, 17 de abril de 2010

Ciúme é aquele aperto no peito quando ele desvia o olhar, é querer mais atenção da sua amiga, é querer estar sempre perto de alguém.
Ele é mais do que apenas ciúme, não é desconfiança e vai além da atenção. É querer ouvir sempre que você está mais bonita a cada dia na frente de todos, só pra eles saberem que quem fala se importa.
Ciúme é fazer carinha de brava quando alguém passa olhando para o seu lado só por causa da sua companhia. É querer todos os olhares e sorrisos só pra você.
Ciúme é tentar prender toda a atenção dele em você só pra mostrar que ele é a sua vida, e que tudo o que quer é ser a vida dele também.

sábado, 10 de abril de 2010

Tudo sempre cresce.

Tudo começa quando vem o espermatozóide, ele encontra o óvulo e, a partir daí, tudo cresce. Aquele pequeno óvulo se multimplica e cresce formando um feto, que cresce mais e nasce na forma de um bebê.
Entre novas palavras e passos, ele vai crescendo, entre brincadeiras e descobertas, se torna uma criança. Vem a escola e os primeiros amigos e essa criança continua crescendo.
Ela aprende a correr, falar, contar e cresce. Aprende a cair e levantar e aprende a se relacionar. A pequena criança passa por coisas que nenhuma outra passa, e amadurece, na sua devida hora.
Ela sofre, sofre e sofre e de tanto sofrer constrói uma barreira de gelo para se proteger. Mas,apesar do gelo, ela continua a crescer e se torna um adolescente.
Esse adolescente descobre, aprende a sorrir de verdade, forma suas opiniões próprias e luta pelos seus ideais.
Quando pensa que não vai mais crescer, a barreira, antiga barreira de gelo, se desfaz e esse ser que cresceu e cresceu percebe que ele não termina mais no fim de seus cabelos ou na ponta de seus dedos, mas se funde a outro, um outro que derreteu sua barreira e se alojou em seu coração sem pedir licença. Um se tornam dois, e isso é crescer.
A partir daí, os dois crescem juntos, aprendem a se respeitar, se amar e se ajudar e antes de pararem de crescer, dão origem a outro ser, e apesar de não crescerem mais, o que cresce é o amor e a esperança de que esse novo ser possa aprender, sorrir e crescer.

domingo, 21 de março de 2010

Aprender a amar.


E seu eu te disser que deixei o amor da minha vida ir embora? Você vai perguntar o porquê aconteceu tal desastre na minha vida, correto? Pois eu vou te dizer apenas que é possivel aprender a amar.

Hoje, mais que qualquer pessoa, tenho a consciência de que se pode aprender a amar. Não que será um amor tão puro e intenso como o que sentiu pelo outro, mas com certeza é um tipo de amor.

De que adianta ter ao seu lado o amor da sua vida, se ele não te trata como tal, se você passa noites chorando, e se não tem a atenção e carinho devidos? Correr atrás da sua felicidade, nesse momento, é o melhor a fazer. Deixe-o ir e procure ser feliz, cicatrizar os machucados, e sorrir um pouco.

Só pra variar, quem sabe essa felicidade proporcionada por essa outra pessoa, não se torna um amor... alguém para estar e contar, alguém pra abraçar e andar ao lado.

É preciso ter alguém para quem sorrir.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Meu objetivo é te arrancar um sorriso,
Nem que seus lábios não se movam,
E seus dentes se escondam,
Há felicidade em seu olhar subentendido

Então dance se quiser dançar,
Corra se quiser correr,
Faça o que quiser fazer,
Mas me deixe te ensinar a voar.

Mesmo que todos tentem te privar,
Seu sorriso continuará no seu rosto,
Em sua boca você sentirá o meu gosto,
E eu, a todo momento, em você, continuarei a pensar.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A aula começa e todos sentam em seus lugares, prestam atenção, anotam, perguntam e respondem. Ah! Como eu queria conseguir me concentrar naquele pequeno homem que está a escrever na lousa. Mas é impossível, meu pensamento começa a vagar e querendo ou não, me leva até você.
Uma simples fala ou uma caneta, tudo me lembra você. Ainda não sei se é bom te encontrar no meio do caminho das lembranças, mas é inevitável, pois agora você faz parte da minha vida. Você é a lembrança mais doce e adorável, você é o meu motivo pra sorrir.

domingo, 14 de março de 2010

Um pé na frente do outro, respiro fundo e me concentro em levantar minha cabeça. "Continua", "levanta" é o que eu ouço todas as vezes "a vida não acabou".Ah! se eu tivesse essa certeza...
E se acabasse.. será que seria mais fácil? Poderia eu finalmente descansar dessas caídas e levantadas?
Dizem que quando se faz muitas vezes a mesma coisa, os músculos se fortalecem, e com o tempo, se torna mais fácil. Mas as minahs pernas já não aguentam mais, tenho machucados nos joelhos e nas mãos. Não posso amis cair, porque não conseguirei me reerguer.

terça-feira, 9 de março de 2010


O sol queima minha pele, está quente e não há nuvens no céu, acima de mim apenas o imenso azul e uma bola de fogo.

Sinto uma leve brisa me empurrando e ajudando o meu andar. O chão passa rápido sob os meus pés e as árvores, ao longe, dançam leves de um lado para o outro.

Nem lembro mais onde estava indo, meu pensamento ligeiro me levou para um lugar diferente. Ao voltar à realidade, ouço uma voz "E aí?". Era tudo o que eu precisava para sorrir, era a voz que eu queria ouvir. Não preciso de mais nada, posso voltar a levitar, pois sei que tenho alguém pra me segurar.

domingo, 7 de março de 2010

Confortável.

Nunca pensei que pudesse existir uma pessoa tão confortável.
Tua energia abraça e traz pra perto todos que te rodeiam, teu sorriso ilumina mais que o luar nas noites mais escuras.
Estar ao teu lado deixa a qualquer um mais feliz, és uma companhia deliciosa. Falas sempre as palavras certas, fazes sempre as expressões mais perfeitas e mesmo assim continuas a surpreender a cada segundo.
Teu beijo tem um cheiro morno e envolvente e mesmo tuas mãos sendo frias, não dá pra negar que podes derreter a mais grossa barreira de gelo.
É confortavel estar ao teu lado, e saber que estarás alí pra me aquecer nos momentos de mais fria solidão, e pra iluminar meu caminho nas noites mais escuras.