quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eu chorei sim, mesmo vendo você rindo com seus amigos normalmente.
Não sei como você consegue ser tão insensível, acho que o coração de pedra, afinal, não era eu.
Eu sofri sim, batalhei comigo mesma na minha cabeça tentando entender até onde era felicidade e até onde seria tristeza.
Todos os momentos e tudo o que passamos junto vão ficam em mim pra sempre, porque eu gostei mais de você do que eu queria.
Eu dei de ombros sim, precisava mostrar-me forte em algum momento, mesmo que eu desabasse minutos depois.
Me manti firme olhando nos seus olhos, que nada me mostravam além de escuridão, e, mesmo querendo chorar, nessa hora, não chorei.
Eu amei sim, não importa tudo o que houve, e todos os erros de nós dois, é impossivel dizer que eu não te amei.
Te amei cada segundo mais.

sábado, 24 de julho de 2010

"Não sei como explicar, mas certamente que tu e toda a gente têm a noção de que existe, ou deveria existir, um outro eu para além de nós próprios. Para que serviria eu ter sido criada se apenas me resumisse a isso?Os meus grandes desgostos nesse mundo foram os desgostos de Heathcliff, e eu acompanhei e senti cada um deles desde o início; é ele que me mantém viva. Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria para mim uma vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer. O meu amor pelo Linton é como a folhagem dos bosques: irá se transformar com o tempo, sei disso, como as árvores se transformam com o inverno. Mas meu amor por Heathcliff é como as penedias que nos sustentam: podem não ser um deleite para os olhos, mas são imprescindíveis. Nelly, eu sou o Heathcliff. Ele está sempre, sempre, no meu pensamento. Não por prazer, tal como eu não sou um prazer para mim própria, mas como parte de mim, como eu própria."
( O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë; página 47)